A realidade

Jéssica Coelho dos Reis

Que dó que dá
Ver aquele menino descalço passar.
O que foi, o que será que aconteceu
para ele não ter calçados como eu?
Lindo o sorrisso que estampava em seu rosto
Coberto de laegria e verdade.
Ah, que saudade!
Do tempo em que a sinceridade
fazia parte da sociedade.

SINALIZADOR

Simone Lüetkemeyer









Que lindo casal!
Casal de quê?
Casal de ganso
que tenho em meu
rancho que não
param de gritar.
TIC-TAC como
se chamam, andam
de um lado pro outro
deixando todo mundo
louco sem saber
o que fazer.
Que lindo casal!
Casal de quê?

PARLENDAS


Poema das Parlendas

Ângela Queiróz

Pra quem não sabe o que é parlenda
Eu vou explicar melhor
São versinhos declamados
Desde os tempos da vovó

As parlendas fazem parte
Do folclore brasileiro
São bastante conhecidas
Por nosso país inteiro

Desde os tempos dos antigos
Que as amas recitavam
Parlendas às suas crianças
E elas sempre adoravam

Aprendiam divertindo-se
As cores, os números, os dias,
Todos os meses do ano
Eram ensinados com alegria

Para nós as professoras
Que vamos alfabetizar
Parlendas tem o objetivo
De divertir ao ensinar

"mini crônicas"

ELEIÇÕES
Kelly Marques Fantinel - PED

Fui na minha sessão, estava lotada, muitos eleitores diziam que iriam anular os votos, pois todos os candidatos eram iguais, ladrões e mentirosos, só mudavam de nome e número e ainda tinha os caras de pau que juravam ser honestos.
Ok, votei nos meus cinco candidatos honestos, pois afinal, o rodízio de pizza tem que continuar.

DIREITOS E DEVERES
Gilberto Gabriel Barbosa - PED

O dever de cada cidadão mais uma vez foi exercido. Muitos através do voto nas urnas no período eleitoral, criticaram silenciosos os nossos governantes. Seria bom o voto aberto, onde pudêssemos sem receios e discriminações, votar, esclarecer o voto e poder dizer em alto tom “tenho orgulho de ser brasileiro”.

O MAL VESTIDO
Ionice - PED

O senhor entra no mercado e pede um pouco de queijo. Por estar mal vestido, alguns funcionários achavam que ele podia roubar algo, mas antes de sair do mercado ele disse: - Olho as coisas com a mão porque não sei ler.

MENINO ENCANTADO
Jéssica C dos Reis - PED

Fui pega de surpresa ao entrar no ônibus essa semana, quando me deparei com um menino de quatro anos mais ou menos, muito falante, alegre e agitado. Veio conversar comigo e me fez perguntas como se me conhecesse há anos. De uma pureza tão grande e um rosto encantador, ficou em minha memória.

BONECA DE PORCELANA OU FANTASMINHA
Rodrigo Luís Chisini - PED

Boneca de porcelana, fantasminha ou branco. Me vejo nesta sinuca de bico, em quem votar? Boneca é a favor do aborto e diz abertamente que vai trabalhar pela sua legalização no país. Fantasma, vende o Brasil e o que temos por preço de banana, o privatizador. Me restou votar em branco, mas votar em branco é votar em cima do muro e não exercer de fato a democracia. Enfim, será que vale mesmo me preocupar em quem votar?

PALHAÇO ELEITO
Ana Beatriz Weber - PED

Nestas eleições fomos surpreendidos nas urnas de São Paulo. Nosso alegre e despreparado Tiririca foi o mais votado para Deputado Federal. Será que o Brasil estão tão desacreditado que elegeu um humorista, supostamente analfabeto, para ser seu representante?

BRASÍLIA VIROU CIRCO
Dayane Santos - PED

Para comandar o circo e continuar a palhaçada que é Brasília, elegemos na última eleição o Tiririca para Deputado Federal. Agora é só rolar de rir da nossa própria desgraça, pois com o Tiririca, pior do que “tá” não fica.

UMA BELA MANHÃ PARA VOTAR
Tatiana Vieira Fagundes - PED

Três de outubro, domingo, dia de eleições. Uma bela manhã. Sol, pássaros cantando, paisagens verdes. Mentira! Eram brancas. Brancas de papéis de propaganda política. Ruas e avenidas sujas pelos papéis. Manhã em que deveríamos acordar e olhar para a rua com a mente aberta e limpa para fazer a melhor escolha em quem votar. Tudo o que se vê é um ambiente poluído.

CONSCIÊNCIA ELEITORAL
Cristina J. Pires - PED

No dia três de outubro quando fui votar vi como as pessoas estão despreparadas. Pois, na fila da votação, já não lembravam o nome dos candidatos que supostamente haviam escolhido.

E AGORA
Trícia D. Rodrigues - PED

Passou o dia das eleições. E agora, será que acertamos ou erramos. É só esperar, os votos foram definidos. Fizemos certo ou errado, teremos uma revelação ou será a mesma história de sempre. E agora, o que virá? A esperança é grande, mas o futuro é uma ilusão. Será mesmo que só uma revolução mudaria o nosso agora?

A BELEZA DO DESCOBRIMENTO
Ariane de Matos Martins - PED

A hora de escovar os dentes, a “atração” de uma simples pia por onde corre a água, o desafio que propõe uma estante, que parece “chamar” para ser escalada. São as emoções do descobrimento do mundo para a criança; que nós adultos recordemos de vez em quando destes encantamentos de infância, será que eles tem algo a ensinar?

A MENINA DE OLHAR TRISTE
Aline de Lima Daniel - PED

Certo dia, observava o recreio de uma escola, por todos os lados, crianças brincavam, sorriam e conversavam. Porém notei a um canto, sentada em um banco uma menina de olhar triste, não brincava, imersa em seus pensamentos, nem mesmo uma única colega dela aproximava-se, parecia excluída.

UM DIA ESPECIAL
Suellen Ferreira Luz - PED

Na festa de aniversário do meu filho pude observar a alegria dele ao brincar com os amigos, corpo suado, pulando, o sorriso largo, olhos radiantes, o entusiasmo ao abrir o presente, impaciente, mal podia conter a empolgação ea felicidade que tomavam conta de seu corpo, durante aquele dia tão especial.

Relatos de experiência

Oficina de Brinquedos

Sabrina da Silva Borba
Este projeto tem sua origem na disciplina de Estágio Supervisionado em Espaço não Escolar, buscando recuperar a ação de brincar através da construção de brinquedos. Têm como objetivos observar de que maneira a construção de brinquedos pode auxiliar na forma de recuperar a ação de brincar, uma vez que as próprias crianças dão vida ao brinquedo imaginado. Também, tem a finalidade de observar as relações de aprendizagem e analisar o desenvolvimento da criatividade da criança no processo de construção do seu próprio brinquedo, utilizando materiais diversos.
O projeto Oficina de Brinquedos envolve crianças que frequentam o Centro de Apoio Pedagógico da Educação Básica I Profª Sônia Bauer, localizado no bairro Ipiranga, no município de Imbé, no período de 05 a 09 de Outubro de 2009, de segunda a sexta-feira, nos turnos da manhã e tarde.
Expor objetivos do CAPEB, dados da estrutura física, recursos disponíveis, como são ofertadas as, como são organizados os grupos de crianças (número aproximado que crianças Atendidas) e quem os “professores” que atuam no CAPEB.
O brinquedo é a peça fundamental para o desenvolvimento intelectual e da coordenação motora da criança. Caracterizado como produto artesanal (como podemos definir produto artesanal), o brinquedo age de forma interativa no mundo de fantasias da criança, aproximando-a da realidade social em que vive, desenvolvendo experiências internas e externas ao seu mundo, promovendo melhores resultados na aprendizagem.
O universo infantil está sempre presente em cada um de nós. As experiências na infância deixam profundas marcas em nossa vida, mesmo sem sabermos disso, as trazemos nos costumes, gestos e falas. Através do brinquedo fazemos uma integração com nossas experiências vividas.

Cultura Gaúcha

Heloiza Ferreira de Oliveira

O ser humano tem necessidades de dominar as representações, sejam elas como imagens, símbolos ou significados. A cultura é composta por estes elementos, entretanto esta é muito conhecida, porém pouco compreendida, sendo que poucos percebem seus detalhes e sua riqueza. “Sabemos que a cultura é produzida nas mais diferentes instâncias da vida social, mas a escola por seu caráter de obrigatoriedade desempenha, em relação à disseminação da cultura, um papel fundamental.” ( KRAMER; Leite – 1998, p. 07) Acredito que a continuidade da cultura acontece mais facilmente no momento em que ela é vivida e conhecida desde criança. Mostrar e vivenciar a tradição gaúcha através do lúdico, do brincar e do construir constitui objetivos deste trabalho.
A cultura ultrapassa obstáculos, principalmente a do nosso estado, pois esta é influenciada por outras culturas. Por isso, é fundamental desenvolver ações sobre os valores, como a etnia, no qual tem maior destaque na nossa região, sendo esta cultura construída por outras mais, como a alemã, indígena, negra, etc.
Quanto a cultura tradicionalista, devemos lembrar que não deve ser cultivada apenas e unicamente em espaços tradicionalistas, mas em lugares e espaços variados.
Tendo em vista estas questões pretendo na proposta de Estágio em Espaço não Escolar desenvolver atividades de conhecimento cultural através do lúdico, do brincar, conservando e valorizando de forma diversificada a cultura do Rio Grande do Sul junto Casa de Cultura do município de Palmares do Sul, pois a temática do projeto está baseada na cultura gaúcha, vivenciada neste espaço, através de exposições de objetos antigos, história de família que colonizaram esta região.
A Casa de Cultura tem a preocupação de explorar o ambiente, através da participação da comunidade, onde contribuem com doações, e participação das atividades propostas pela casa. Apesar de poucos recursos, o resgate e a valorização da cultura regional esta presente através das crianças, que são o futuro do nosso município e do país.
Na faixa etária de 2 a 10 anos trabalhar com este tema é gratificante, pois a cultura é mais vivenciada, pois a curiosidade faz com que estes, questionem, interagem mais, contribuindo com a construção dos conceitos de cultura.
Por se tratar de um tema amplo e de um trabalho que envolve um espaço cultural, pretendo por meio da temática “Cultura gaúcha”, trabalhar com crianças na faixa etária de 2 a 10 anos, oriundas das escolas do município, priorizando a imaginação, o relato de histórias antigas, a construção de brinquedos e as brincadeiras que nossos avós brincavam usufruindo dos ambientes que a casa disponibiliza como a biblioteca, a sala de exposição e o laboratório de informática.

Semente Literária


Driele Gomes Chistóvão
Paula Fernanda dos Santos Munari


Ser um cidadão consciente não implica apenas em saber quais são seus direitos, mas também ter clara a importância de realizar seus deveres. Como sabemos o mundo mágico da literatura infantil encanta a todos nós, crianças, jovens e adultos, porém muitas pessoas não têm acesso a uma leitura de qualidade, ou até mesmo não tem a oportunidade de ter contato com diversos gêneros literários e conhecer assuntos e histórias novas.
Levar a alegria, despertar o imaginário e a fantasia, são objetivos comuns, pois sabemos a importância e a repercussão que esses têm quanto ao desenvolvimento cognitivo e do hábito de ler em nossas crianças e jovens. Já que é muito importante para a formação da criança. Escutá-las é o início da formação de um leitor. Ver e ouvir histórias não são apenas um lazer, um passatempo é também um recurso valioso e agradável para a predisposição a aprendizagem e para sua complementação. Por isso temos o dever de proporcionar as crianças momentos prazerosos de leitura e de envolvimento com este mundo mágico e fantástico da literatura infantil.
Na procura de uma instituição que acolhesse nossa proposta Estágio Supervisionado em Espaço não Escolar, entramos em contato com a Secretaria Municipal de Educação de Osório para oferecer atividades itinerantes de Literatura Infantil para crianças na faixa etária entre três a seis anos com o objetivo de promover e incentivar o gosto pela leitura por meio de momentos prazerosos junto às crianças de sete escolas municipais de educação infantil e quatro escolas de Ensino Fundamental da cidade de Osório. As escolas observadas possuem um ambiente harmonioso, aconchegante e alfabetizador, com painéis de números, letras entre outros expostos na sala. As escolas possuem pracinhas, salas de aula, refeitórios e bibliotecas (em algumas escolas, estas são usadas também como salas de aula). As escolas propiciam aos alunos, uma vez por semana este momento de imaginação e criatividade com uma professora especifica para as atividades da hora do conto.


Nas salas de aulasentimos a necessidade de livros e/ou outros portadores de textos para as crianças manipularem e ter um contato maior com a leitura e escrita. As escolas da rede municipal de Osório atendem hoje cerca de 30 a 200 crianças, com idade entre sete meses a sete anos, as escolas concentram-se próximas ao centro da cidade, sendo somente 4 escolas envolvidas que ficam mais afastadas, localizando no bairro de Aguapés e Laranjeiras. Nossa proposta privilegia a contação de histórias com diferentes recursos como fantoches, gravuras de livros, músicas, vídeos, entre outros, pois segundo Cunha (1999, p.41) “devem-se criar espaços diferenciados e convidativos há descobertas”.

Jogando com os sons e brincando com a música

Daniela de Castro Domingues

A música está muito presente na vida de todos nós. É praticamente impossível passar um dia sem ter algum tipo de contato com ela. Ouvimos música no carro, em casa, nas lojas, nos supermercados, nos consultórios, shows e etc. Hoje se percebe uma ausência do trabalho da música na maioria das escolas.
O Estágio Supervisionado em Espaço Não- Escolar realizado em uma Escola de Balé, propõe explorar a música presente na expressão corporal, apresentando um conjunto de atividades elaboradas com o objetivo de trabalhar criativamente com a musicalidade infantil através da Oficina Jogando com os Sons e Brincando com a Música.
A Escola de Ballet Tânia Peres funciona em Tramandai há 17 anos.

As atividades desenvolvidas durante o Estágio Supervisionado em Espaço Não- Escolar tem o objetivo de desenvolver um programa sócio-educativo para crianças de todas as idades, inclusive com a presença de alguns pais, de resgate musical como elemento de desenvolvimento pessoal de transformação social, pois a música tem sua importância no processo educativo e transformador .
A música é um elemento transformador, promotor da psicomotricidade, do conhecimento, da estética, da auto-estima. E o trabalho da educação musical concorre para o desenvolvimento de diferentes componentes do processo de aprendizagem, na medida em que favorece a concentração, a disciplina, a criatividade e o equilíbrio físico e emocional, com a finalidade de estimular a promoção do potencial do individuo.
A Oficina Jogando com os Sons e Brincando com a música, constitui de cinco encontros com dois grupos diferentes, envolvendo os participantes numa viagem ao mundo encantado da música. Cada grupo de 15 participantes são convidados a brincar com os jogos musicais, construir instrumentos de sucata, trabalhar com os ritmos, a expressão corporal e representar cantando na tentativa de provocar um novo olhar sobre a música e o quanto ela pode transformar os sujeitos.





HagáQuê


Inclusão Possível

Kátya Assis da Silva*
Uma das formas de superação das desigualdades, nos dias de hoje, é o conhecimento. Não é mais possível a promoção de políticas de Inclusão sem o conhecimento das tecnologias existentes.
Desta forma, o compartilhamento de informações, torna-se uma tarefa de fundamental importância. A igualdade de oportunidades passa, necessariamente, pela tomada de consciência dos direitos e necessidades de cada cidadão, bem como da colaboração que cada um é capaz de oferecer, reduzindo assim, as diversas formas de desigualdades.
O atendimento pedagógico da criança ou adolescente, portadores de necessidades especiais de aprendizagem, requer uma estrutura muita bem preparada. Embora sempre dentro de um grupo, seu atendimento necessita atenção individualizada. A programação de suas atividades não pode restringir-se a objetivos voltados para conteúdos programáticos escolares, mas deve estar inicialmente voltada para a melhoria da qualidade de vida da criança, através de sua integração na família e na sociedade.
A seleção e a preparação das pessoas envolvidas neste trabalho são fundamentais, porque a aplicação de qualquer método ou recurso pedagógico irá depender de qualidades pessoais do educador para que se alcance bons resultados.
. Acredito no amor pela profissão quando pessoas capacitadas se dedicam à superação de obstáculos, a desacomodação, e principalmente à solidariedade pelo próximo, pois, é verdade que todas as crianças, jovens e adultos com necessidades especiais de aprendizagem são capazes, podendo levar uma vida normal.
Os princípios da inclusão se apóiam na aceitação desses educandos, e em oportunidades que lhe são oferecidas para o seu desenvolvimento integral, permitindo o exercício da cidadania – uma conquista construída pela educação, participação e emancipação.
A Escola, o Educador, precisa saber lidar com esta infância tão diferente. É uma caminhada a ser percorrida pela Escola e os que dela fazem parte para garantir uma proposta de um ensino de qualidade e UMA ESCOLA PARA TODOS.
*Acadêmica do Curso de Pedagogia -Facos

Estágio em Espaços não Escolares


Brincar, Criar e Aprender!!!!!

Hoje foi nosso segundo dia, e como já esperávamos foi muito bom, o numero de crianças foi menor mas a qualidade foi muito boa, levamos uma nova brincadeira (pé de lata) e eles adoraram, jogamos bingo novamente e pintamos utilizando a técnica do cordão, hoje os livros não chamaram muita a atenção, deixando eles um pouco de lado. Irei postar algumas fotos da semana passada e de hoje.

Alunas: Carine S. de Jesus, Fara e Paula Pereira

Estágio em Espaços não Escolares


Brincar, Criar e Aprender!!!!!
Iniciamos nosso estágio dia 29/09/07 na ACCPC na cidade de Osório no bairro do Palmital (area rural).
Foi muito legal, adoramos e as crianças também, oferecemos espaços de leitura, pintura e jogos, as crianças participaram ativamente de todas as atividades. Recebemos durante o dia inteiro 22 crianças que contaram histórias fazendo a dramatização das mesmas utilizando fantoches, jogaram bingo, dominó e pintaram muito. Esperamos que no próximo seja ainda melhor!!!!!!

Estoagio em Espaço não Escolar 2007/02

Jogando no Supermercado Nacional

Comecei meu trabalho de monitoria junto com meu estágio do 7º semestre no Supermercado Nacional.
Na minha atividade eu abordava as crianças e as convidava para brincar, quando elas decidiam pelo jogo eu propunha o jogo das palavras que eu mesma fiz.Como estávamos em Supermercado dávamos uma volta para ver os produtos que estavam expostos e, voltando para nosso espaço, elas escreviam as palavras.Também,escreviam o que para elas significavam e logo após tinham que escrever uma frase.
Teve criança que escrevia textos que já tinha escrito na escola. Muitos bem legais,com muita imaginação e invenção de fatos relacionados ao aprendizado de casa, pois chegam na escola com base que tiveram em casa. Para Ferreiro, (2002,p.23): "Essas que terminam de alfabetizar-se na escola, mas começaram a alfabetizar-se muito antes, através do possibilidade de entrar em contato de interagir com a língua escrita." Tudo que a criança aprende fora da escola não deve ser esquecido e sim agregado a educação que está tendo na escola formando um indivíduo só.
Durante a monitoria uma criança escreveu "LEITE CONDENSADO", no início achei estranho porque é uma palavra grande que não é muito comum e perguntei o que ela ia fazer com leite condensado? Ela me disse "NEGRINHO", achei que ela não iria conseguir escrever mas consegui e escreveu bem direitinho.
Depois ele me disse que já tinha perguntado para a professora da escola e escreveu um receita de brigadeiro .
" Por isso, antes de discutir o que e que os professores podem e devem ensinar, parece-nos importante saber quais as idéias e os conhecimentos das crianças e quais expectativas podemos ter para proporcionar,depois,situações de ensino-aprendizagem".(Teberoski,ano, p.15)
O professor deve ser poderado ao ponto de entender a forma que a criança "pede" para ser ensinada ajustando seu conteúdo a isto assim obtendo uma aprendizagem significativa.
Acabado a monitoria eles pediram para levar os trabalhos para casa e ficaram muito felizes com a novidade no super.Gotei muito da atividade e foi construtiva. O maior prazer foi ver os rostinhos das crianças satisfeitas por terem gostado da atividade.

O PATO

Realizei o Plano de Monitoria na Escola Municipal de educação Infantil Rainha do Mar, no Balneário Rainha do Mar, município de Xangri-Lá. Com o Pré B do turno da tarde, no período de quatro dias (22/05, 28/05 a 30/05) com o total de 16 horas com o o foco na alfabetização, pois segundo afirma Jaqueline Moll (1996): “... a alfabetização é um processo que se inicia muito antes da entrada na escola, nas leituras que o sujeito faz do mundo que o rodeia, através das diferentes formas de interação que estabelece”.
Para realização da minha intervenção nesta turma resolvi contar a Estória do Patinho Feio e trabalhar a partir dela os animais, a diferença, o respeito, o preconceito, em fim, viajar na imaginação com as crianças.
Mas esta contação de Estória seria diferenciada, ela ocorreria em três momentos: o primeiro era para sensibiliza-los, então, preparei um álbum seriado com lindas ilustrações e fui contando com a ajuda deles, no segundo momento eu ensinei a canção: Lá vem o pato... Eles adoraram. Finalizamos com um desenho sobre a Estória para fins de registro tendo em vista a elaboração da síntese do conhecimento.
A criança que convive com a escrita e que encontra desenhos por toda a parte vai querer escrever e ou desenhar. Cabe ao professor criar, na sala de aula, um clima favorável à eclosão e ao desenvolvimento da escrita e do desenho infantil(FERREIRO,2000. p.133)
Está foi uma maneira gostosa de construir conhecimentos com as crianças desta turma, pois como fala Feil (1985 p.13) a escola deixa de explorar outros instrumentos valiosos de expressão e comunicação. Entre eles o desenho, pois esse obedece aos desejos naturais das crianças em captarem a realidade e expressarem-se sobre elas.
Esta faixa etária das crianças do Pré que eu trabalhei é caracteriza por Feil(1985,p.67) como pensamento mágico, a criança não faz discriminações entre a realidade e sua fantasia.
Eu adorei os desenhos porque cada um tem o seu significado. O aluno A desenhou toda a família do patinho feio, incluindo a avó e o avô, o feio aparece sempre circulado e os outros não!
A criança passa por estágios bastante definidos. Dos traços desordenados até representação de cenas, ela vai evoluindo harmonicamente na sua percepção, linguagem, compreensão, relação...(FEIL 1985p91)
Percebi que este aluno tem dificuldades na fala, porém escreve seu nome corretamente e conhece várias letras, é uma criança brincalhona, amiga e espontânea.
A aluna B é muito delicada perfeita nos seus trabalhos, tanto que foi a única a desenhar o chapéu da Dona Pata. É quietinha, muito comportada, quando eu pedi que eles escrevessem o nome no desenho, ela largou o lápis e escreveu de caneta o seu nome, depois voltou a pintar.
A aluna C foi a única que desenhou os animais que riam do patinho, achei muito interessante. Ótima aluna cuida dos seus materiais, tem muitas amizades na sala.
Durante esta prática todos atenderam muito bem as minhas expectativas, me ouviram, comentaram e fizeram muitas perguntas.
Referências:
FEIL ???
FERREIRO,Emilia. Cultura escrita e educação; conversas; trad. Ernani Rosa. Porto Alegre; Artmed, 2001.
MOLL, Jaqueline. Alfabetizacao possivel; reinventando o ensinar o aprender. Porto Alegre; Mediaçao, 1996.

RESUMO: Este artigo aborda a importância das brincadeiras na constituição das crianças, enquanto sujeitos de sua própria aprendizagem. Destacar como a professora da EMEI Peixinho Dourado planeja a sua intervensão, a partir de observações sistemáticas. Analisa também como a organização do espaço físico contribui para a criação de um ambiente de aprendizagem. Além disso, apresenta as estratégias utilizadas para favorecer o processo de reflexão constante da equipe sobre o seu fazer pedagógico.Palavras-chave: brincadeira - aprendizagem - intervenção - planejamento.Sabemos que as crianças brincam desde os tempos mais remotos de nossa história. Brincam de casinha, de professora, de cuidar de bebês, com os carrinhos, constroem torres e tantas outras situações. Mas porque o brincar povoa tão intensamente o cotidiano infantil? As crianças brincam para compreender o mundo que as cerca. Verifiquei, que na EMEI Peixinho Dourado, que, para entenderem o mundo adulto, a professora faz uso de alguns objetos, transformando-os de acordo com suas necessidades, para reresentar situações já vivenciadadas ou pessoas de seu convívio sendo assim, caixas se transformam em carrinhos que percorrem longas pistas, tambores são usados bancos para as bonecas sentarem, peças de plástico são comidinhas com carinhos pelas mamães. Enfim, cada um, de acordo com sua imaginação, utiliza diferentes instrumentos para enriquecer o cenário de sua brincadeira de faz-de-conta.De acordo com Winnicott:"O brincar facilita o crescimento e, portanto, a saúde, o brincar conduz aos relacionamentos grupais." (Winnicott, 1975:63)Na observação realizada no período de 28 de maio à 1º de junho de 2007, no Pré-B do EMEI Peixinho Dourado, onde à crianças de 5 a 6 anos de idade, houve diversas situações que comprovam que a medida em que os alunos interagem com crianças de mesma faixa-etária, passam gradativamente a solicitar a presença do outro em suas construções. Inicialmente, surgem as brincadeiras paralelas, isto é, os pequenos brincam próximos uns dos outros sem necessariamente haver uma combinação entre as diversas ações que são realizadas. Posteriormente, começam a estabelecer algumas combinações, dando início as brincadeirs socializadas. Nessas ocasiões cada sujeito exerce um papel, e na interação com os amigos vão sendo construídos diferentes enredos. Para tanto, é importante que conheçam algumas características de quem vão representar, ou seja, precisam se apropriar de elementos da realidade para poderem vivenciar do seu personagem. Esses elementos são retirados de diferentes fontes:imitação de pessoas conhecidas, reprodução de situações vivenciadas pelos próprios sujeitos, observadas na televisão e outros.Já, segundo Moyles (2002), o brincar também possibilita que o cérebro se mantenha vivo. Ao brincar, o participante sente-se desafiado a dominar o que já lhe é conhecido, e simultaneamente quer investigar o que de novo o que a situação lhe propõe. Em função disso, o brincar, em todas as idades, é realizado por prazer, possibilitando uma atitude positiva diante da vida e desenvolvendo a auto-estima dos sujeitos.As brincadeiras infantis proporcionaram uma riqueza de elementos que permitem ao profssor conhecer seus alunos. Nessas situações, de forma espontânea, elas revelam o modo como se relacionam com seus pares, como se comunicam, como combinam as brincadeiras, que tipo de papel com maior frequência, enfim, é uma oportunidade ímpar para eu, observadora atenta e curiosa de compreender o ponto de vista dos pequenos aprendizes. Dessa forma, a professora da escola utiliza materiais variados,FOTO, como um importante subsídio para o planejamento da ação educativa, ou seja, como um meio para sustentar a intervenção pedagógica favorecedora da aprendizagem significativa dos alunos.Dentro dessa perspectiva, entendo que o professor é um mediador entre a atividade de seus alunos com os colegas e os recursos disponíveis. Ele deve garantir, por suas ações, que a aprendizagem de seus grupo seja contínua. Além de oferecer uam variedade de materiais adequados as necessiadades adequadas as suas necessidades observadas, deve também intervir a fim de favorecer a atividade mental e social das crianças.Para tanto, a organização do espaço físico tem uma importância fundamental. De acordo Horn: ...o espaço, na educação infantil, não é somente o local de trabalho, um elemento a mais no processo educativo; é antes de tudo um recurso, um instrumento, um parceiro do professor na prática educativa (Horn,2003:50). FOTOSendo assim, precisa ser planejado e construído com a participação de toda a equipe. FOTO. A partir dessa perspectiva, a professora em conjunto com seus alunos, tem trabalhado através de projetos para a construção da aprendizagem, em cima disso surge os enfeites da sala de aula. Atualmente a sala de aula é organizada por três mesas redondas que estão no centro da sala; um alfabeto com os três tipos de letras; o mural da leitura que contém vários livros infantis; chamada com peixinho flexível; varal para colocarem as mochilas e outra para expôr os trabalhos dos alunos. A delimitação do espaço físico é feita com prateleira, a mesa e o armário da professora, o que facilita a visualização dos diferentes "cantos". Os alunos ajudam a organizar as prateleiras e após as brincadeiras a professora dá um tempo para eles se organizarem. Além disso, a disposição dos cartazes e a seleção das cores são cuidadosamente planejadas por serem elementos fundamentais para a criação de um cenário de aprendizagem.Dessa forma, a organização do espaço escolar, aliado a intervenção do professor, favorece a interação dos alunos com o meio físico e com os seus colegas. A postura do professor é fundamental, pois na medida é que favorece a iniciativa das crianças, relacionando-se com elas como um parceiro mais experiente, permite a construção de um espaço de convivência descentralizado de sua figura e que oportuniza uma maior independência. Sendo assim, é importante que a criança seja considerada como autora de seus prcessos sociais, ou seja, produtora de enredos inseridos em "cenários" que precisam ser pedagogicamente planejadas para ela.A professora tem presente a importância do brincar no processo de constituição de seus alunos como sujeitos na aprendizagem e, assim, organiza seu trabalho de modo a possibilitar diversas oportunidades, não restringindo o brincar a um determinado momento da rotian. Segundo Fortuna:De um lado, o educador deve desejar - no sentido da dimensão mais objetivo de "ler objetivos" - e, ao mesmo tempo, deve abdicar de seus desejos - no sentido de permitir que as crianças, tais como são na realidade, advenham reconhecendo que são elas mesmas, e não aquilo que ele, educador, desejam que seja, (Fortuna,2003:9).Em função disso, a reflexão constante do professor sobre o seu fazer pedagógico é imprescindível, a fim de garantir o respeito, a individualidade de seus alunos.Dentre muitas teorias me perguntei: "O que são jogos?" Obtive algumas definições de jogo encontrado em diversos dicionários (Lais como GOVE, 1961; MURRAY e outros 1970, MORRIS, 1973) são "divertimento, distração, passatempo". Assim, a palavra "jogo" é usada tendo para referir a atividade individual das crianças na construção com blocos com atividades em grupo de canto ou dança. As definições de jogo que assemelham-se mais a concepção de jogo que adoto:"...uma competição física ou mental conduzida de acordo com as regras na qual cada um tentando ganhar ou impedir que o adversário ganhe". (GOVE,1961, pg.3).Foi a partir dessa definição, que resolvi levar vários tipos de jogos aos alunos do Pré-B, da EMEI Peixinho Dourado durante minha monitoria. Isso só fez com que eu me aprofundasse mais sobre este tema. Então, apresentei vários tipos de jogos para que pudéssemos através deles desenvolver a criatividade, concentração, memorização, percepção visual, motricidade (coordenação motora), análise síntese e visual de partes para o todo e ter idéias do todo.Nos vários tipos de jogos e brincadeiras, estavam incluídas quebra-cabeças de 2 a 8 peças; jogos de memória,; bingo e varetas.Neste momento, me perguntei: "Para que serve os jogos em grupo?"As interações com outras crianças são importantes por duas razões ainda. Primeiro, porque o ponto de vista de uma outra criança é mais similar à razão de uma criança que o de um adulto. Segundo, porque uma grande parte da vida social da criança se passa com seus colegas e não com adultos.Para Piaget, a interação entre crianças também é indispensável para o desenvolvimento intelectual. É nas situações interpessoais que a criança se sente obrigada a ser coerente. Enquanto ela estiver sozinha, poderá dizer o que quizer pelo prazer do momento. É quando está com os outros que ela sente a necessidade de ser coerente a todo momento e pensar naquilo que vai dizer para ser compreendida e para as pessoas acreditarem no que diz.Kamii (1991)explica que, uma das qualidades mais importantes para a construção do conhecimento é a confiança da própria capacidade de encontrar soluções. A criança de 5 anos pode ser vista como alguém que está construindo esta confiança. A criança de 6 anos que foi ensinada por Engelmann (1971), pode ser vista como alguém que está perdendo a confiança em sua capacidade de pensar por si própria. A resposta certa sempre veio do professor, e a maioria das respostas estavam acima da capacidade de compreensão da criança. Geralmente, os professores não são tão radicais, afirma a autora, mas não são diferentes na imposição de conhecimentos prontos e adultos, e na exigências de respostas "corretas". Como conseqüência, muitos alunos universitários não abrem a boca na classe por medo de parecer imbecis.Ao desenvolver as atividades de monitoria observei que quatro alunos brincaram, se divertiram, participaram de todos os jogos propostos. Foi aí, que, fiz a pergunta, e os alunos responderam que gostaram dos jogos e, perguntaram quando iria voltar. Respondi que, poderia ajudar a professora dando alguns modelos de jogos para serem confeccionados juntamente com eles.Conforme passavam os dias, fui observando os alunos. O aluno n°1 (menino), sempre chegava, pegava os legos e montava um barco ou um edifício de muitos andares. Esta atividade ele praticava sozinho com com a aluna n°2. Já a aluna n°3, às vezes brincava junto com sua colega n°4. A professora relatou que todos tem seus grupos "fechados", mas como naquela semana estava muito frio, muitos não estavam freqüentando... E, que esses quatro alunos tinham um gênio forte, eram decididos, mas os que tinham aspecto de líderes, eram as alunas de n°2 e 4.Para Piaget, é importante que as crianças relacionem as coisas uma com as outras porque é relacionando-as que elas constroem o conhecimento. O conhecimento é adquirido pelas crianças por relações e não por exposições à fatos e conceitos isolados.Procurei despertar nestes educandos o gosto pelo brincar, através de jogos e brincadeiras, através das quais proporcionei a eles novas vivências de saberes, que irão, assim espero, contribuir na formação pessoal de cada um, tornando-os cidadãos criativos, com pensamentos ágeis e repletos de um novo saber, capazes de proporcionar-se com autonomia diante aos desafios do mundo.Como já dizia Martins (2002),se a vida é um jogo e o jogo pode se transformar em brincadeira, porque não viver brincando e aprendendo com a brincadeira?
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
FORTUNA,Tânia Ramos. O brincar na educaçãoinfantil. In: Pátio Educação Infantil. Porto Alegre: Artmed Editora, ano I, n°3:6-9, dez.2003/mar.2004.
HORN, Maria da Graça Souza. O papel do espaço na formação da ação pedagógica do educador infantil. Porto Alegre: UFRGS, 2003. Teste de Doutorado (Educação), Faculdade de Educação 2003. [Orientadora Dra. Carmen Maria Craidy].
MOYLES, Janet R.Só brincar? O papel do brincar na educação infantil. PoA: Artmed Ed.,2003.
WINNICOTT, D. W. O brincar e a realidade. RJ: Imago Editora, 1975.
KAMII. Constance. Jogos em grupo na educação infantil. Implicações na teoria de Piaget / Constance e Retha. Devries; tradução Martha Célia Dias Carrasqueira; prefácio Jean Piaget. -- SP: Trajetória

SOM E SILÊNCIO

O projeto de monitoria “som e silêncio” foi desenvolvido na Escola Estadual de Ensino Fundamental Profº Miltom Pacheco, no Bairro Caravágio, Osório, na turma t1 da EJA. Eram 10 alunos entre jovens, donas de casa, pedreiros e até mesmo aposentados, vítimas da cultura do silêncio que tem calado milhares de brasileiros (Gadotti, 1989). Dentro desta concepção buscamos através da música desafiá-los a oralidade, com o objetivo de que antes de se apropriarem da escrita e da leitura eles possam através da linguagem verbal expressar seu mundo interior. Seus valores, crenças, rituais, medos, imagens internas , memórias, desejos e sonhos. Mesmo sem a aquisição da escrita, a fala constitui o elemento visível do nível de raciocínio e compreensão da realidade e contribui para o sujeito tomar consciência dos processos verbais empregados na resolução de uma situaçao problematizadora. E pra que esse processo de aprendizagem aconteça é necessário trabalhar com os alunos questões significativas e pertinentes as suas vidas e que despertem interesse. Daí a música como instrumento de organização e relacionamento, pois ela perpassa entre o som e silêncio, independente de cultura e tempo, despertando motivação, que como diz Piaget (1973 ) nenhum método ou livro terá utilidade se não proporcionar motivação. A música por si só contribui para o pensamento criativo. Cada indivíduo, ao escutar uma música interpreta-a de forma única e pessoal. É uma leitura interna de algo que está vindo de fora. Além da forma de internalização, inversamente, a música fornece, também, subsídios para externalizar sentimentos, ela é uma arte que pode atingir de forma integral o ser humano, produzindo efeitos mentais e corporais. Propomos que cada um escrevesse o nome de uma música ou trecho da letra significativa a eles, num primeiro momento, instigando a turma a relacionar as questões sociais às suas vivências. No segundo momento escutamos a canção “ cidadão” com Zé ramalho, onde abrimos espaço para socialização. Na última etapa os alunos foram desafiados á oralidade, solicitamos que em duplas apresentassem um ao outro à turma; falaram de seus objetivos, suas dificuldades, analisaram o professor e expuseram suas impressões sobre o trabalho que desenvolvemos com eles. Nesta etapa surpreendemos a turma com um cd coletânea com as músicas escolhidas pelo grupo, que foi sorteado entre eles e os homenageamos com um pensamento de Paulo Freire. Durante a monitoria analisamos três alunos de diferentes níveis da psicogênese, com diferentes comportamentos e que aprendem num mesmo espaço, explicando a possibilidade de os ritmos individuais serem organizados coletivamente no cotidiano escolar, (Moll,1996). O primeiro aluno pré-silábico, em momento algum demonstrou interesse por aprender, a silábica bastante afetiva e participativa, inclusive comentou, conosco que reserva tempo pra estudar em casa, já o terceiro aluno está no nível alfabético mas tem grandes dificuldades pra se expressar, mas quando provocada a falar se expressa de forma poética. A partir do relato exposto , observa-se que a experiência em sala de aula resultou em oportunidade de interação solidária , na medida que os alunos e professores , como sujeitos do processo, interagiram entre si nas pequenas ações que moveram a práxis. Podemos perceber contribuições advindas da música. Oportunidades de diálogos, motivação para pesquisa, valorização do outro,cooperação, oportunidade de crescimento individual e coletivo, expressão através da linguagem oral e escrita. Na realidade ensaiamos os primeiros passos, na perspectiva de que a música, enquanto expresão cultural contribua para construção justa e solidária. A prática de monitoria fortaleceu nossa paixão pela eja, um grupo social que tem como tônica de trabalho o acreditar que são capazes de aprender, ( Moll,1996). E o que faz um verdadeiro educador é a sua busca de encontrar meios de alcançar seu aluno.
Referências:
MOLL, Jaqueline. Alfabetização possível: reinventando o ensinar e o aprender. Porto Alegre: Mediação, 1996.
FERREIRO, Emilia(org.). Os filhos do analfabetismo propostas para alfabetização escolar na américa latina. Porto alegre:Artmed Editora,1990.
BAGNO, Marcos. Preconceitos lingüìstico- o que é, como se faz. São Paulo: Loyola, 1999.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo:Paz e terra, 1996 .
SOARES, Magda Becker. Letrar é mais que alfabetizar. 2000

Acadêmicas: ELARA CUNHA, LILIAN RODRIGUES

Ler por prazer!

Resumo:Desenvolver o gosto pela leitura é o tema a que se pretende discutir nesse texto.É possível estabelecer um vínculo de prazer ao ato de ler?Tudo depende da forma como é apresentado tal prática ao indivíduo na sua mais terna infância.Se a leitura do mundo precede a leitura da palavra, estimular o imaginário da criança através de contos diferentes pode ser um bom começo. Palavras chaves: infância,leitura,prazer.

Introdução:Existe coisa mais divertida do que ler para as crianças?Magia,fantasia e imaginação são apenas alguns dos elementos presentes nesses momentos, muitas vezes inesquecíveis. Por que as escolas formam tão poucos leitores e o gosto pelos livros ainda é (quase) uma raridade em nosso país? Tendo como foco "ler por prazer" é que vejo a importância dos primeiros contatos de uma criança com um livro e saliento que as crianças precisam ser incentivadas pelos adultos, pelas pessoas que estão a sua volta, principalmente, porque a criança sente uma vontade irresistível de imitar o adulto.É preciso aguçar aquilo que a criança já possui de sobra:a curiosidade pelo simples desejo de conhecer as coisas, por isso é muito importante que o adulto aprenda a lidar naturalmente com a sua curiosidade de modo que seja possível transformar essa mesma curiosidade em uma espécie de ferramenta favorável à aprendizagem das mais diversas formas de leituras que o mundo oferece. Encantamentos, fantasia, mágicas. Eis os ingredientes principais das histórias de minha infância. Lembro-me que quanto mais histórias minha professora me contava, mais a nossa curiosidade aguçava. Mais histórias queríamos saber, quantas mais houvessem. Esquecíamos do mundo, do tempo, nada mais importava. Diante disso tudo, uma questão se impõe: por que será que a criança necessita tanto da fantasia?Yunes e Pondé(1989,p.47)afirmam: A fantasia é uma maneira de traduzir a realidade(...)O discurso literário abre perspectivas para a percepção do mundo do ponto de vista da infância, traduzindo então suas emoções, seus sentimentos, suas condições existenciais em linguagem simbólica que efetue a catarse e promova um ensaio geral da vida:isso já ocorre com o brinquedo em que a própria criança pode tornar-se narradora, o "autor" do texto. Em entrevista a Revista Veja(1993,p.7,8)René Diatkine, um psicanalista francês que defende a leitura dos contos infantis para a formação de adultos saudáveis, diz o seguinte: É o jogo entre a linguagem do cotidiano e do texto dos contos que enriquece o imaginário infantil(...)a leitura não deve ser encarada como aprendizado puramente escolar.Ler um conto é uma brincadeira que deve ser repartida com prazer;as crianças precisam de histórias que as levem a conhecer outro mundo. Fico a imaginar como seria bom se nós professores preocupados com a promoção da leitura, com o prazer inigualável que a leitura pode proporcionar desenvolvêssemos, priorizássemos mesmo, essa capacidade de seduzir, de atrair, de formar leitores em busca de leituras diversificadas, efetuadas e com PURO PRAZER. Para se formar(ganhar)um leitor, é preciso despertar na criança o prazer de realizar inúmeras descobertas em um livro, uma revista, em um gibi, em um jornal.... das suas alegrias e tristezas, das suas dores e inquietações, dos seus sentimentos e desejos secretos. Conforme Araújo(2000, p.09), a leitura deve ser usada "como um instrumento de transformação dos indivíduos na perseguição de uma causa comum a todos: a felicidade, o pleno prazer de todos que fazem parte de nossa sociedade." Araújo(idem,p.52), alerta que "Os problemas gerais que cercam o ato de ler no Brasil(passam)pela falta de planejamento pedagógico da leitura, a pobreza do produto, os objetos do mercado,o que faz da leitura para as crianças uma terra de ninguém.

A prática desenvolvida:O principal objetivo deste trabalho é destacar a leitura com prazer, propiciar atividades que possibilitem um comportamento "leitor"; fazer com que as crianças se tornem leitores autônomos e busquem por si só novos livros, só pela curtição de viajar em suas páginas. Tendo como foco a falta de interesse pela leitura, propus estimular, despertar o interesse pelos livros e contos. Utilizando-me de uma proposta de ensino baseada em meu tema e apoiada na teorização de autores nesta área, procurei desenvolver uma prática em sala de aula que incentivasse e desenvolvesse a criatividade do aluno, fazendo-o buscar novos meios de ler por puro prazer. A monitoria foi realizada no Centro de Apoio Pedagógico de Educação Básica 2(CAPEB 2)com crianças de 6 a 12 anos. Comecei com a HORA DO CONTO DIVERTIDA. Escolhi primeiro o assunto, neste caso Bruxas, questionei sobre quem conhece? quem ja viu?.... Logo após, ja caracterizada de BRUXA, fiz com que todos alunos entrassem na roda, com muitas brincadeiras e gargalhadas(ha,ha,ha). Pude sentir nos olhinhos dos alunos o quanto estavam achando engraçado e curioso tudo de novo que estava acontecendo. Começei contar o conto da Bruxa Onilda vai a Paris, com muitos facetes e fazendo "caras e bocas", ficou combinado que depois de alguns parágrafos eu iria parar a leitura e passaria o meu chapéu de bruxa para outro aluno, e o mesmo continuaria a contar a história.Foi algo mágico e interessante, pois todos se inseriram na atividade e ela se tornou estimulante, no final todos queriam mais! Ao término da história, pus um baú no meio da roda, com vários livros sobre BRUXAS, só que não disse nada, simplesmente larguei ali; e derrepente aconteceu o que eu queria que acontecesse, os alunos por si só procuraram os livros e começaram a ler e a mostrar uns para os outros, foi tudo de bom.

Para finalizar:após a prática e o estudo chego a conclusão de que como educadora tenho como obrigação inserir no contexto das crianças o mundo mágico da leitura, mostrar a elas o quanto é prazeroso e como é bom viajarmos além de nosso mundinho, do qual podemos ser tudo....princesas, princípes, reis e magos...fazendo assim desse momento algo inesquecível e único e aprendendo assim LER POR PRAZER!

Bibliografia:

ARAÚJO,Jorge de Souza.Caderno de Exercícios:algumas reflexões sobre o ato de ler/Ilhéus:Letra Imprensa,2000,p.127.

DIATKINE,René.Histórias sem fim.Entrevista a Fábio Altman.Revista Veja.Rio de Janeiro,17 mar.1993,p.7-9.

YUNES,Eliana e PONDÈ,Glória.Leitura e Leituras da Literatura Infantil.2ed;São Paulo:FTD,1989,p.151.

Acadêmica:Fernanda Pereira Dias

Monitoria

Esta monitoria foi realizada em uma terceira série, na Escola Municipal Cândido da Rosa, no município de Tramandaí, nos dias 14,15,16,e 17 de maio de 2007, totalizando 16hs entre monitoria e prática. Tem por finalidade detectar as dificuldades em sala de aula sobre leitura e propor atividades para despertar a atenção dos alunos para a leitura e a interpretação de textos. Apoiada por teóricos, procurei fazer um trabalho criativo, para socializar bem a turma em forma de brincadeiras para que os alunos participassem e interagissem de forma coletiva. O incentivo nesta hora foi muito importante favorecendo o desenvolvimento da atividade. No decorrer dos dias de monitoria, notei aspectos da sala de aula, como muito pequena, o que dificultava a locomoção de alunos e professores. Nas paredes existiam vários cartazes, tornando o ambiente um pouco pesado (poluição visual). A sala estava organizada da seguinte forma: em minha frente o quadro com cartazes em cima e em baixo, em minha esquerda as janelas com cortinas bem coloridas, na esquerda o armário, mesa da professora e a porta, atrás de mim somente mais cartazes. Ao lado do armário havia uma estante com jogos, revistas , livros e dicionários. Os alunos sentavam em duplas devido ao pouco espaço. Meninos e meninas misturados, e só sentavam na frente os que apresentavam dificuldade, como "E" de 12 anos (Nível silábico Alfabético). Analisando as teorias ja estudadas procurei desenvolver o primeiro movimento sustentando a idéia de que quando exposta a atos de leitura significativos, a criança vai querer aprender a ler... cita (Decroly 2000). Ou seja desenvolver neste momento uma leitura diferenciada provocou a curiosidade e atenção. Para ler e escrever é preciso antes de mais nada ser alfabetizado, tarefa que em nossa sociedade cabe historicamente a escola. (Magnaui 1989) mostra que a escola tem a responsabilidade da alfabetização, por isso devemos nos preocupar com a construção do conhecimento do indivíduo. Me surpreendi no segundo momento em que os alunos com mais dificuldade, apresentaram desenvolvimento de raciocínio e imaginário. A socialização entre os grupos, foi fudamental, houve união, opiniões diferentes e respeito entre os colegas. Incentivei para a construção do conhecimeto nesta prática, levando os alunos a buscar estrátegias e soluções para o desafio proposto. No terceiro momento discutimos a atividade trazendo a realidade a tona. Li então para os alunos o seguinte artigo da Constituição Federal: Art227-É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à dignidade, ao respeito, à liberdade, e à convivência familiar e comunitária além de coloca-los a salvo de toda a forma de negligência, discriminação, exploração, violência,crueldade e opressão. Expliquei o artigo para as crianças sempre comparando com a história e a realidade, tendo por finalidade a compreensão da mesma, proporcionei aos alunos o contato com os problemas do dia-a-dia, na busca de cenas (gravuras) que retratassem o problema infantil. Fazendo uma análise dos três alunos observados, percebi um crescimento notável em "M" que com a mesma calma de sempre, realizou o trabalho com atenção e agilidade. Já "I" e "E", se mostraram líderes do grupo, ele por parecer esperto e ela por sua idade e tamanho para impor respeito.
Para concluir o trabalho percebo que o apendizado se dá de melhor forma na alfabetização com textos e histórias já conhecidas, onde a criança se sente mais a vontade desenvolvendo o comportamento leitor e escritor, permitindo assim que a leitura e a escrita sejam compreendidas como práticas sociais. As tramas estimulam os sentimentos onde a fantasia e o mundo real se aproximam, como a história João e Maria, história trabalhada nesta turma. O maior medo de qualquer criança é o de ser abandonada, é tratada pelo conto. Os pais são vistos como fonte de proteção e alimento. Ter garantidos continuamente esses cuidados reduz a ansiedade dos pequenos, principalmente aqueles que começam a realizar atividades com autonomia, como ir a escola. Na história, mesmo sem a ajuda dos pais, os dois irmãos vencem um grande desafio: escapar da bruxa. Portanto esta dinâmica em sala de aula é muito importante, descobri que o "segredo" é o incentivo do professor para com os alunos. E por meio das histórias geralmente se dá o primeiro contato com a literatura, levando ao aluno a se identificar com os livros. Na minha opinião a leitura é, e sempre será, a mais valiosa dos recursos para a alfabetização. Formar leitores não é apenas ensinar um código escrito, é necessário mostrar o prazer da leitura e incentivar o gosto por textos de boa qualidade. O segredo e o sucesso de professor para garantir isto será sempre o prazer de contar histórias para os alunos!!
Juliana L Zemor

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