SINALIZADOR
Simone Lüetkemeyer


Postado por
múltiplos...
às
11:11
0
comentários
PARLENDAS
Ângela Queiróz
Pra quem não sabe o que é parlenda
Eu vou explicar melhor
São versinhos declamados
Desde os tempos da vovó
As parlendas fazem parte
Do folclore brasileiro
São bastante conhecidas
Por nosso país inteiro
Desde os tempos dos antigos
Que as amas recitavam
Parlendas às suas crianças
E elas sempre adoravam
Aprendiam divertindo-se
As cores, os números, os dias,
Todos os meses do ano
Eram ensinados com alegria
Para nós as professoras
Que vamos alfabetizar
Parlendas tem o objetivo
De divertir ao ensinar
Postado por
múltiplos...
às
02:33
0
comentários
"mini crônicas"
Kelly Marques Fantinel - PED
Fui na minha sessão, estava lotada, muitos eleitores diziam que iriam anular os votos, pois todos os candidatos eram iguais, ladrões e mentirosos, só mudavam de nome e número e ainda tinha os caras de pau que juravam ser honestos.
Ok, votei nos meus cinco candidatos honestos, pois afinal, o rodízio de pizza tem que continuar.
DIREITOS E DEVERES
O dever de cada cidadão mais uma vez foi exercido. Muitos através do voto nas urnas no período eleitoral, criticaram silenciosos os nossos governantes. Seria bom o voto aberto, onde pudêssemos sem receios e discriminações, votar, esclarecer o voto e poder dizer em alto tom “tenho orgulho de ser brasileiro”.
O MAL VESTIDO
Ionice - PED
O senhor entra no mercado e pede um pouco de queijo. Por estar mal vestido, alguns funcionários achavam que ele podia roubar algo, mas antes de sair do mercado ele disse: - Olho as coisas com a mão porque não sei ler.
MENINO ENCANTADO
Jéssica C dos Reis - PED
Fui pega de surpresa ao entrar no ônibus essa semana, quando me deparei com um menino de quatro anos mais ou menos, muito falante, alegre e agitado. Veio conversar comigo e me fez perguntas como se me conhecesse há anos. De uma pureza tão grande e um rosto encantador, ficou em minha memória.
BONECA DE PORCELANA OU FANTASMINHA
Rodrigo Luís Chisini - PED
Boneca de porcelana, fantasminha ou branco. Me vejo nesta sinuca de bico, em quem votar? Boneca é a favor do aborto e diz abertamente que vai trabalhar pela sua legalização no país. Fantasma, vende o Brasil e o que temos por preço de banana, o privatizador. Me restou votar em branco, mas votar em branco é votar em cima do muro e não exercer de fato a democracia. Enfim, será que vale mesmo me preocupar em quem votar?
PALHAÇO ELEITO
Ana Beatriz Weber - PED
Nestas eleições fomos surpreendidos nas urnas de São Paulo. Nosso alegre e despreparado Tiririca foi o mais votado para Deputado Federal. Será que o Brasil estão tão desacreditado que elegeu um humorista, supostamente analfabeto, para ser seu representante?
BRASÍLIA VIROU CIRCO
Dayane Santos - PED
Para comandar o circo e continuar a palhaçada que é Brasília, elegemos na última eleição o Tiririca para Deputado Federal. Agora é só rolar de rir da nossa própria desgraça, pois com o Tiririca, pior do que “tá” não fica.
UMA BELA MANHÃ PARA VOTAR
Tatiana Vieira Fagundes - PED
Três de outubro, domingo, dia de eleições. Uma bela manhã. Sol, pássaros cantando, paisagens verdes. Mentira! Eram brancas. Brancas de papéis de propaganda política. Ruas e avenidas sujas pelos papéis. Manhã em que deveríamos acordar e olhar para a rua com a mente aberta e limpa para fazer a melhor escolha em quem votar. Tudo o que se vê é um ambiente poluído.
CONSCIÊNCIA ELEITORAL
Cristina J. Pires - PED
No dia três de outubro quando fui votar vi como as pessoas estão despreparadas. Pois, na fila da votação, já não lembravam o nome dos candidatos que supostamente haviam escolhido.
E AGORA
Trícia D. Rodrigues - PED
Passou o dia das eleições. E agora, será que acertamos ou erramos. É só esperar, os votos foram definidos. Fizemos certo ou errado, teremos uma revelação ou será a mesma história de sempre. E agora, o que virá? A esperança é grande, mas o futuro é uma ilusão. Será mesmo que só uma revolução mudaria o nosso agora?
A BELEZA DO DESCOBRIMENTO
Ariane de Matos Martins - PED
A hora de escovar os dentes, a “atração” de uma simples pia por onde corre a água, o desafio que propõe uma estante, que parece “chamar” para ser escalada. São as emoções do descobrimento do mundo para a criança; que nós adultos recordemos de vez em quando destes encantamentos de infância, será que eles tem algo a ensinar?
A MENINA DE OLHAR TRISTE
Aline de Lima Daniel - PED
Certo dia, observava o recreio de uma escola, por todos os lados, crianças brincavam, sorriam e conversavam. Porém notei a um canto, sentada em um banco uma menina de olhar triste, não brincava, imersa em seus pensamentos, nem mesmo uma única colega dela aproximava-se, parecia excluída.
UM DIA ESPECIAL
Suellen Ferreira Luz - PED
Na festa de aniversário do meu filho pude observar a alegria dele ao brincar com os amigos, corpo suado, pulando, o sorriso largo, olhos radiantes, o entusiasmo ao abrir o presente, impaciente, mal podia conter a empolgação ea felicidade que tomavam conta de seu corpo, durante aquele dia tão especial.
Postado por
múltiplos...
às
16:12
0
comentários
Oficina de Brinquedos
O projeto Oficina de Brinquedos envolve crianças que frequentam o Centro de Apoio Pedagógico da Educação Básica I Profª Sônia Bauer, localizado no bairro Ipiranga, no município de Imbé, no período de 05 a 09 de Outubro de 2009, de segunda a sexta-feira, nos turnos da manhã e tarde.
Expor objetivos do CAPEB, dados da estrutura física, recursos disponíveis, como são ofertadas as, como são organizados os grupos de crianças (número aproximado que crianças Atendidas) e quem os “professores” que atuam no CAPEB.
O brinquedo é a peça fundamental para o desenvolvimento intelectual e da coordenação motora da criança. Caracterizado como produto artesanal (como podemos definir produto artesanal), o brinquedo age de forma interativa no mundo de fantasias da criança, aproximando-a da realidade social em que vive, desenvolvendo experiências internas e externas ao seu mundo, promovendo melhores resultados na aprendizagem.
O universo infantil está sempre presente em cada um de nós. As experiências na infância deixam profundas marcas em nossa vida, mesmo sem sabermos disso, as trazemos nos costumes, gestos e falas. Através do brinquedo fazemos uma integração com nossas experiências vividas.
Postado por
múltiplos...
às
14:57
0
comentários
Cultura Gaúcha
O ser humano tem necessidades de dominar as representações, sejam elas como imagens, símbolos ou significados. A cultura é composta por estes elementos, entretanto esta é muito conhecida, porém pouco compreendida, sendo que poucos percebem seus detalhes e sua riqueza. “Sabemos que a cultura é produzida nas mais diferentes instâncias da vida social, mas a escola por seu caráter de obrigatoriedade desempenha, em relação à disseminação da cultura, um papel fundamental.” ( KRAMER; Leite – 1998, p. 07) Acredito que a continuidade da cultura acontece mais facilmente no momento em que ela é vivida e conhecida desde criança. Mostrar e vivenciar a tradição gaúcha através do lúdico, do brincar e do construir constitui objetivos deste trabalho.
A cultura ultrapassa obstáculos, principalmente a do nosso estado, pois esta é influenciada por outras culturas. Por isso, é fundamental desenvolver ações sobre os valores, como a etnia, no qual tem maior destaque na nossa região, sendo esta cultura construída por outras mais, como a alemã, indígena, negra, etc.
Quanto a cultura tradicionalista, devemos lembrar que não deve ser cultivada apenas e unicamente em espaços tradicionalistas, mas em lugares e espaços variados.
Tendo em vista estas questões pretendo na proposta de Estágio em Espaço não Escolar desenvolver atividades de conhecimento cultural através do lúdico, do brincar, conservando e valorizando de forma diversificada a cultura do Rio Grande do Sul junto Casa de Cultura do município de Palmares do Sul, pois a temática do projeto está baseada na cultura gaúcha, vivenciada neste espaço, através de exposições de objetos antigos, história de família que colonizaram esta região.
A Casa de Cultura tem a preocupação de explorar o ambiente, através da participação da comunidade, onde contribuem com doações, e participação das atividades propostas pela casa. Apesar de poucos recursos, o resgate e a valorização da cultura regional esta presente através das crianças, que são o futuro do nosso município e do país.
Na faixa etária de 2 a 10 anos trabalhar com este tema é gratificante, pois a cultura é mais vivenciada, pois a curiosidade faz com que estes, questionem, interagem mais, contribuindo com a construção dos conceitos de cultura.
Por se tratar de um tema amplo e de um trabalho que envolve um espaço cultural, pretendo por meio da temática “Cultura gaúcha”, trabalhar com crianças na faixa etária de 2 a 10 anos, oriundas das escolas do município, priorizando a imaginação, o relato de histórias antigas, a construção de brinquedos e as brincadeiras que nossos avós brincavam usufruindo dos ambientes que a casa disponibiliza como a biblioteca, a sala de exposição e o laboratório de informática.
Postado por
múltiplos...
às
14:26
0
comentários
Semente Literária
Levar a alegria, despertar o imaginário e a fantasia, são objetivos comuns, pois sabemos a importância e a repercussão que esses têm quanto ao desenvolvimento cognitivo e do hábito de ler em nossas crianças e jovens. Já que é muito importante para a formação da criança. Escutá-las é o início da formação de um leitor. Ver e ouvir histórias não são apenas um lazer, um passatempo é também um recurso valioso e agradável para a predisposição a aprendizagem e para sua complementação. Por isso temos o dever de proporcionar as crianças momentos prazerosos de leitura e de envolvimento com este mundo mágico e fantástico da literatura infantil.
Na procura de uma instituição que acolhesse nossa proposta Estágio Supervisionado em Espaço não Escolar, entramos em contato com a Secretaria Municipal de Educação de Osório para oferecer atividades itinerantes de Literatura Infantil para crianças na faixa etária entre três a seis anos com o objetivo de promover e incentivar o gosto pela leitura por meio de momentos prazerosos junto às crianças de sete escolas municipais de educação infantil e quatro escolas de Ensino Fundamental da cidade de Osório.
Nas salas de aulasentimos a necessidade de livros e/ou outros portadores de textos para as crianças manipularem e ter um contato maior com a leitura e escrita. As escolas da rede municipal de Osório atendem hoje cerca de 30 a 200 crianças, com idade entre sete meses a sete anos, as escolas concentram-se próximas ao centro da cidade, sendo somente 4 escolas envolvidas que ficam mais afastadas, localizando no bairro de Aguapés e Laranjeiras. Nossa proposta privilegia a contação de histórias com diferentes recursos como fantoches, gravuras de livros, músicas, vídeos, entre outros, pois segundo Cunha (1999, p.41) “devem-se criar espaços diferenciados e convidativos há descobertas”.
Postado por
múltiplos...
às
14:11
0
comentários
Jogando com os sons e brincando com a música
O Estágio Supervisionado em Espaço Não- Escolar realizado em uma Escola de Balé, propõe explorar a música presente na expressão corporal, apresentando um conjunto de atividades elaboradas com o objetivo de trabalhar criativamente com a musicalidade infantil através da Oficina Jogando com os Sons e Brincando com a Música.
A Escola de Ballet Tânia Peres funciona em Tramandai há 17 anos.
As atividades desenvolvidas durante o Estágio Supervisionado em Espaço Não- Escolar tem o objetivo de desenvolver um programa sócio-educativo para crianças de todas as idades, inclusive com a presença de alguns pais, de resgate musical como elemento de desenvolvimento pessoal de transformação social, pois a música tem sua importância no processo educativo e transformador .
A música é um elemento transformador, promotor da psicomotricidade, do conhecimento, da estética, da auto-estima. E o trabalho da educação musical concorre para o desenvolvimento de diferentes componentes do processo de aprendizagem, na medida em que favorece a concentração, a disciplina, a criatividade e o equilíbrio físico e emocional, com a finalidade de estimular a promoção do potencial do individuo.
A Oficina Jogando com os Sons e Brincando com a música, constitui de cinco encontros com dois grupos diferentes, envolvendo os participantes numa viagem ao mundo encantado da música. Cada grupo de 15 participantes são convidados a brincar com os jogos musicais, construir instrumentos de sucata, trabalhar com os ritmos, a expressão corporal e representar cantando na tentativa de provocar um novo olhar sobre a música e o quanto ela pode transformar os sujeitos.
Postado por
múltiplos...
às
13:49
0
comentários
Inclusão Possível
Desta forma, o compartilhamento de informações, torna-se uma tarefa de fundamental importância. A igualdade de oportunidades passa, necessariamente, pela tomada de consciência dos direitos e necessidades de cada cidadão, bem como da colaboração que cada um é capaz de oferecer, reduzindo assim, as diversas formas de desigualdades.
O atendimento pedagógico da criança ou adolescente, portadores de necessidades especiais de aprendizagem, requer uma estrutura muita bem preparada. Embora sempre dentro de um grupo, seu atendimento necessita atenção individualizada. A programação de suas atividades não pode restringir-se a objetivos voltados para conteúdos programáticos escolares, mas deve estar inicialmente voltada para a melhoria da qualidade de vida da criança, através de sua integração na família e na sociedade.
A seleção e a preparação das pessoas envolvidas neste trabalho são fundamentais, porque a aplicação de qualquer método ou recurso pedagógico irá depender de qualidades pessoais do educador para que se alcance bons resultados.
. Acredito no amor pela profissão quando pessoas capacitadas se dedicam à superação de obstáculos, a desacomodação, e principalmente à solidariedade pelo próximo, pois, é verdade que todas as crianças, jovens e adultos com necessidades especiais de aprendizagem são capazes, podendo levar uma vida normal.
Os princípios da inclusão se apóiam na aceitação desses educandos, e em oportunidades que lhe são oferecidas para o seu desenvolvimento integral, permitindo o exercício da cidadania – uma conquista construída pela educação, participação e emancipação.
A Escola, o Educador, precisa saber lidar com esta infância tão diferente. É uma caminhada a ser percorrida pela Escola e os que dela fazem parte para garantir uma proposta de um ensino de qualidade e UMA ESCOLA PARA TODOS.
*Acadêmica do Curso de Pedagogia -Facos
Postado por
múltiplos...
às
09:33
0
comentários
Marcadores: Profª Anilda
Estágio em Espaços não Escolares
Postado por
múltiplos...
às
19:27
3
comentários
Estágio em Espaços não Escolares
Iniciamos nosso estágio dia 29/09/07 na ACCPC na cidade de Osório no bairro do Palmital (area rural).
Foi muito legal, adoramos e as crianças também, oferecemos espaços de leitura, pintura e jogos, as crianças participaram ativamente de todas as atividades. Recebemos durante o dia inteiro 22 crianças que contaram histórias fazendo a dramatização das mesmas utilizando fantoches, jogaram bingo, dominó e pintaram muito. Esperamos que no próximo seja ainda melhor!!!!!!
Postado por
múltiplos...
às
19:14
1 comentários
Jogando no Supermercado Nacional
Postado por
múltiplos...
às
16:11
1 comentários
Marcadores: Paula.Poly
O PATO
Para realização da minha intervenção nesta turma resolvi contar a Estória do Patinho Feio e trabalhar a partir dela os animais, a diferença, o respeito, o preconceito, em fim, viajar na imaginação com as crianças.
Mas esta contação de Estória seria diferenciada, ela ocorreria em três momentos: o primeiro era para sensibiliza-los, então, preparei um álbum seriado com lindas ilustrações e fui contando com a ajuda deles, no segundo momento eu ensinei a canção: Lá vem o pato... Eles adoraram. Finalizamos com um desenho sobre a Estória para fins de registro tendo em vista a elaboração da síntese do conhecimento.
A criança que convive com a escrita e que encontra desenhos por toda a parte vai querer escrever e ou desenhar. Cabe ao professor criar, na sala de aula, um clima favorável à eclosão e ao desenvolvimento da escrita e do desenho infantil(FERREIRO,2000. p.133)
Está foi uma maneira gostosa de construir conhecimentos com as crianças desta turma, pois como fala Feil (1985 p.13) a escola deixa de explorar outros instrumentos valiosos de expressão e comunicação. Entre eles o desenho, pois esse obedece aos desejos naturais das crianças em captarem a realidade e expressarem-se sobre elas.
Esta faixa etária das crianças do Pré que eu trabalhei é caracteriza por Feil(1985,p.67) como pensamento mágico, a criança não faz discriminações entre a realidade e sua fantasia.
Eu adorei os desenhos porque cada um tem o seu significado. O aluno A desenhou toda a família do patinho feio, incluindo a avó e o avô, o feio aparece sempre circulado e os outros não!
A criança passa por estágios bastante definidos. Dos traços desordenados até representação de cenas, ela vai evoluindo harmonicamente na sua percepção, linguagem, compreensão, relação...(FEIL 1985p91)
Percebi que este aluno tem dificuldades na fala, porém escreve seu nome corretamente e conhece várias letras, é uma criança brincalhona, amiga e espontânea.
A aluna B é muito delicada perfeita nos seus trabalhos, tanto que foi a única a desenhar o chapéu da Dona Pata. É quietinha, muito comportada, quando eu pedi que eles escrevessem o nome no desenho, ela largou o lápis e escreveu de caneta o seu nome, depois voltou a pintar.
A aluna C foi a única que desenhou os animais que riam do patinho, achei muito interessante. Ótima aluna cuida dos seus materiais, tem muitas amizades na sala.
Referências:
Postado por
múltiplos...
às
22:35
1 comentários
Marcadores: Driele Gomes Christóvão
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
FORTUNA,Tânia Ramos. O brincar na educaçãoinfantil. In: Pátio Educação Infantil. Porto Alegre: Artmed Editora, ano I, n°3:6-9, dez.2003/mar.2004.
Postado por
múltiplos...
às
00:38
1 comentários
Marcadores: Carolina Marques
SOM E SILÊNCIO
Acadêmicas: ELARA CUNHA, LILIAN RODRIGUES
Postado por
múltiplos...
às
14:40
2
comentários
Marcadores: Elara Cunha e Lilian Rodrigues
Ler por prazer!
Resumo:Desenvolver o gosto pela leitura é o tema a que se pretende discutir nesse texto.É possível estabelecer um vínculo de prazer ao ato de ler?Tudo depende da forma como é apresentado tal prática ao indivíduo na sua mais terna infância.Se a leitura do mundo precede a leitura da palavra, estimular o imaginário da criança através de contos diferentes pode ser um bom começo. Palavras chaves: infância,leitura,prazer. Introdução:Existe coisa mais divertida do que ler para as crianças?Magia,fantasia e imaginação são apenas alguns dos elementos presentes nesses momentos, muitas vezes inesquecíveis. Por que as escolas formam tão poucos leitores e o gosto pelos livros ainda é (quase) uma raridade em nosso país? Tendo como foco "ler por prazer" é que vejo a importância dos primeiros contatos de uma criança com um livro e saliento que as crianças precisam ser incentivadas pelos adultos, pelas pessoas que estão a sua volta, principalmente, porque a criança sente uma vontade irresistível de imitar o adulto.É preciso aguçar aquilo que a criança já possui de sobra:a curiosidade pelo simples desejo de conhecer as coisas, por isso é muito importante que o adulto aprenda a lidar naturalmente com a sua curiosidade de modo que seja possível transformar essa mesma curiosidade em uma espécie de ferramenta favorável à aprendizagem das mais diversas formas de leituras que o mundo oferece. Encantamentos, fantasia, mágicas. Eis os ingredientes principais das histórias de minha infância. Lembro-me que quanto mais histórias minha professora me contava, mais a nossa curiosidade aguçava. Mais histórias queríamos saber, quantas mais houvessem. Esquecíamos do mundo, do tempo, nada mais importava. Diante disso tudo, uma questão se impõe: por que será que a criança necessita tanto da fantasia?Yunes e Pondé(1989,p.47)afirmam: A fantasia é uma maneira de traduzir a realidade(...)O discurso literário abre perspectivas para a percepção do mundo do ponto de vista da infância, traduzindo então suas emoções, seus sentimentos, suas condições existenciais em linguagem simbólica que efetue a catarse e promova um ensaio geral da vida:isso já ocorre com o brinquedo em que a própria criança pode tornar-se narradora, o "autor" do texto. Em entrevista a Revista Veja(1993,p.7,8)René Diatkine, um psicanalista francês que defende a leitura dos contos infantis para a formação de adultos saudáveis, diz o seguinte: É o jogo entre a linguagem do cotidiano e do texto dos contos que enriquece o imaginário infantil(...)a leitura não deve ser encarada como aprendizado puramente escolar.Ler um conto é uma brincadeira que deve ser repartida com prazer;as crianças precisam de histórias que as levem a conhecer outro mundo. Fico a imaginar como seria bom se nós professores preocupados com a promoção da leitura, com o prazer inigualável que a leitura pode proporcionar desenvolvêssemos, priorizássemos mesmo, essa capacidade de seduzir, de atrair, de formar leitores em busca de leituras diversificadas, efetuadas e com PURO PRAZER. Para se formar(ganhar)um leitor, é preciso despertar na criança o prazer de realizar inúmeras descobertas em um livro, uma revista, em um gibi, em um jornal.... das suas alegrias e tristezas, das suas dores e inquietações, dos seus sentimentos e desejos secretos. Conforme Araújo(2000, p.09), a leitura deve ser usada "como um instrumento de transformação dos indivíduos na perseguição de uma causa comum a todos: a felicidade, o pleno prazer de todos que fazem parte de nossa sociedade." Araújo(idem,p.52), alerta que "Os problemas gerais que cercam o ato de ler no Brasil(passam)pela falta de planejamento pedagógico da leitura, a pobreza do produto, os objetos do mercado,o que faz da leitura para as crianças uma terra de ninguém. A prática desenvolvida:O principal objetivo deste trabalho é destacar a leitura com prazer, propiciar atividades que possibilitem um comportamento "leitor"; fazer com que as crianças se tornem leitores autônomos e busquem por si só novos livros, só pela curtição de viajar em suas páginas. Tendo como foco a falta de interesse pela leitura, propus estimular, despertar o interesse pelos livros e contos. Utilizando-me de uma proposta de ensino baseada em meu tema e apoiada na teorização de autores nesta área, procurei desenvolver uma prática em sala de aula que incentivasse e desenvolvesse a criatividade do aluno, fazendo-o buscar novos meios de ler por puro prazer. A monitoria foi realizada no Centro de Apoio Pedagógico de Educação Básica 2(CAPEB 2)com crianças de 6 a 12 anos. Comecei com a HORA DO CONTO DIVERTIDA. Escolhi primeiro o assunto, neste caso Bruxas, questionei sobre quem conhece? quem ja viu?.... Logo após, ja caracterizada de BRUXA, fiz com que todos alunos entrassem na roda, com muitas brincadeiras e gargalhadas(ha,ha,ha). Pude sentir nos olhinhos dos alunos o quanto estavam achando engraçado e curioso tudo de novo que estava acontecendo. Começei contar o conto da Bruxa Onilda vai a Paris, com muitos facetes e fazendo "caras e bocas", ficou combinado que depois de alguns parágrafos eu iria parar a leitura e passaria o meu chapéu de bruxa para outro aluno, e o mesmo continuaria a contar a história.Foi algo mágico e interessante, pois todos se inseriram na atividade e ela se tornou estimulante, no final todos queriam mais! Ao término da história, pus um baú no meio da roda, com vários livros sobre BRUXAS, só que não disse nada, simplesmente larguei ali; e derrepente aconteceu o que eu queria que acontecesse, os alunos por si só procuraram os livros e começaram a ler e a mostrar uns para os outros, foi tudo de bom. Para finalizar:após a prática e o estudo chego a conclusão de que como educadora tenho como obrigação inserir no contexto das crianças o mundo mágico da leitura, mostrar a elas o quanto é prazeroso e como é bom viajarmos além de nosso mundinho, do qual podemos ser tudo....princesas, princípes, reis e magos...fazendo assim desse momento algo inesquecível e único e aprendendo assim LER POR PRAZER! Bibliografia: ARAÚJO,Jorge de Souza.Caderno de Exercícios:algumas reflexões sobre o ato de ler/Ilhéus:Letra Imprensa,2000,p.127. DIATKINE,René.Histórias sem fim.Entrevista a Fábio Altman.Revista Veja.Rio de Janeiro,17 mar.1993,p.7-9. YUNES,Eliana e PONDÈ,Glória.Leitura e Leituras da Literatura Infantil.2ed;São Paulo:FTD,1989,p.151. Acadêmica:Fernanda Pereira Dias
Postado por
múltiplos...
às
19:36
1 comentários
Marcadores: Fernanda Dias
Monitoria
Postado por
múltiplos...
às
01:16
1 comentários
Marcadores: Juliana Zemor




